Lúcio, o gênio. Amadeus, o gentil.
Lúcio, o gênio. Em uma família rica do Rio de Janeiro, nasceu um menino de aparência angelical, tinha cabelos cacheados cor de mel e olhos azuis tão claros que pareciam acinzentados. Por lembrar a luz, foi chamado de Lúcio. O belo garoto era admirado e amado por todos ao redor. Com dinheiro, amor e beleza, parecia que nada lhe faltaria. Exceto pelas pernas, que nunca se moveram desde o nascimento. Na verdade, havia outra coisa faltando no menino, e os pais, ocupados demais, nunca perceberam. Raramente era visto sorrindo, mas gargalhou ao ver a empregada tropeçar na escada e quebrar uma perna. O motorista responsável por levar Lúcio frequentemente aparecia com alguma doença nova. O que ninguém jamais descobriu foi que Lúcio havia molhado o chão onde a empregada passaria e também era ele quem testava diferentes doenças no motorista. Às vezes, fazia isso por diversão; outras, por experimentação. O que faltava ao menino era empatia. Ninguém percebeu que aquel...